Sobreviventes:
A estranha
combustão espontânea de corpos humanos até poderia ser atribuída a fatores
externos, como um cigarro ou fósforo derrubados na roupa, não fossem os casos
em que as vítimas sobreviveram ou aqueles presenciados por testemunhas. Estes
são muito raros e pouco documentados, mas existem relatos de pessoas que viram
outras repentinamente explodindo em chamas sem que houvesse qualquer fonte de
ignição nas proximidades.
As vítimas
que não tiveram seus corpos totalmente destruídos são testemunhas vivas do
fato. Georges Pasch cita algumas que tiveram membros queimados por um fogo de
chama azulada, que surgiu sem qualquer explicação e foi difícil de ser apagado.
Num desses casos, um homem estava voltando para casa quando percebeu uma
pequena chama na perna. Ele conseguiu apagá-la, mas a perna ficou marcada por
muito tempo, enquanto que a calça não foi nem chamuscada.
A
dificuldade em apagar o fogo é uma característica nos casos de chamas
localizadas, como o caso de um jovem que teve as mãos cobertas por chamas azuis
e que os vizinhos tentaram apagar colocando-as na água. Enquanto estavam
submersas, o fogo sumia, mas tão logo eram retiradas, as chamas voltavam ao
mesmo tempo em que um líquido semelhante a óleo escorria das mãos. Já foram
registrados casos em que as chamas aumentaram de intensidade quando molhadas,
ou passaram para a pessoa que tentava apagá-las.
Uma característica igualmente estranha do fenômeno é que, em
alguns casos, a vítima sequer percebe o que está acontecendo. Testemunhas já
viram gente com parte do corpo ardendo enquanto continuavam a executar suas
tarefas calmamente. Esse ponto é ressaltado por alguns pesquisadores como um
possível complemento aos casos em que a combustão causa a morte sem que a
vítima tenha gritado e chamado a atenção de outros para o que estava
acontecendo. Ou elas não sentiram dor, ou o fenômeno ocorreu de forma tão
rápida que não houve tempo de reação.
Condições Astronômicas
Uma das
tentativas de explicar a CHE (Combustão Humana Espontânea)busca uma relação com
a atividade magnética do Sol. Alguns pesquisadores dizem que os períodos de
pico da atividade magnética solar coincidem com a maioria dos casos de
combustão, o que fez muitos cientistas considerarem a possibilidade do fenômeno
estar ligado às estruturas magnéticas do corpo humano, algo muito pouco
conhecido.
A noção tem
seus adeptos, segundo os quais a força do campo magnético terrestre aumenta ou
diminui de acordo com a atividade do Sol. Assim, o fenômeno seria resultado de
uma enorme cadeia de fatos ligados às condições astronômicas e à possível
localização da vítima que, num determinado momento, estaria em um ponto de
intensa atividade magnética.
Os
parapsicólogos dizem que as considerações de natureza física, química ou
fisiológica não podem explicar a combustão. Alguns estudiosos do assunto
chegaram a sugerir que as vítimas poderiam ser pessoas que haviam desistido de
viver e, com isso, estariam realizando um ‘suicídio psíquico’, liberando de uma
só vez e de forma violenta suas reservas de energia física e psíquica. Essa
explicação, contudo, em nada esclarece a forma pela qual o fenômeno acontece.
Parapsicólogos
modernos, como Georges Pasch, levantam a possibilidade de que, assim como
existe o corpo físico, o corpo vegetativo, a mente consciente e o inconsciente,
o ser humano também possui um corpo astral — que seria o responsável pela maior
parte dos fenômenos paranormais, inclusive a combustão espontânea. Não é exatamente
uma teoria nova, mas ela vem sendo cada vez mais citada como uma possibilidade
de explicação para vários fenômenos que deixam os cientistas boquiabertos e
incapazes de qualquer ação. Contudo, o modo como o fenômeno ocorre continua
sendo uma pergunta em busca urgente de uma resposta.
Espera-se que alguém consiga desvendar o mistério no prazo
mais curto possível, pois a autocombustão de corpos representa um dos mais
complexos e aterrorizantes acontecimentos paranormais da história humana.
Fenômeno Antigo
Alguns citam
exemplos de combustão humana espontânea na Bíblia, mas os parapsicólogos
costumam rejeitar isso devido à impossibilidade de comprovação científica.
Historicamente, a primeira tentativa de registrar a CHE de maneira séria foi em
1763, com o livro De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, escrito pelo francês
Jonas Dupont. A obra traz uma série de casos e observações sobre o fenômeno. Ao
que tudo indica, a inspiração para esse trabalho veio de um caso ocorrido em
1725, quando Nicole Millet foi encontrada morta e seu marido acusado do crime.
No julgamento, um médico convenceu a corte de que o corpo havia se
autoincendiado, e o veredicto acabou sendo morte por intervenção divina.
No século
XIX, dois livros também tocaram no assunto, ainda que de forma fictícia. Um
deles foi Jacob Faithful, escrito por Captain Marryat, em 1832, contendo detalhes de um caso de combustão
humana descrito pelo jornal londrino Times. O outro, mais conhecido, foi Bleak
House, de Charles Dickens, em 1852. Surgiram algumas críticas acusando Dickens
de divulgar superstições, mas o escritor respondeu aos ataques citando suas
fontes de pesquisa sobre combustão humana espontânea — especialmente o caso da
Condessa Cornelia de Bandi, de Cesena, Itália, ocorrido em 1731 — e o de Nicole
Millet.
Os casos de CHE, ainda que possam ter ocorrido
com alguma freqüência desde essa época, só foram ganhar notoriedade e realmente
chamar a atenção dos pesquisadores em 1951, com a combustão de Mary Reeser, de
St. Petersburg, Flórida, tido como o acontecimento clássico do gênero e citado
em quase todos os estudos científico
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