segunda-feira, 21 de novembro de 2022

CROATOAN

 CROATOAN

A história do primeiro e maior mistério da América do Norte começou com as raízes dos povos: a colonização. Em meados de 1583, o explorador Walter Raleigh recebeu da Rainha Elizabeth I a carta que ela teria dado ao seu meio-irmão em 1578 e que dava plenos poderes para colonizar os territórios não reclamados pelos reinos cristãos.
Dividindo a nota com o irmão Adrian Gilbert, Raleigh acabou ficando com a patente de exploração das terras ao sul da Terra Nova, ainda que boa parte já tivesse sido reivindicada pela Espanha. No entanto, as diretrizes da carta, emitida em 25 de março de 1584, esclareciam que o homem precisava estabelecer um núcleo de povoamento até 1591 ou perderia o direito à colonização. Como Raleigh foi impedido de tomar o comando da expedição por ser o novo "queridinho" da rainha, delegou as missões aos seus associados.
O artista e cartógrafo John White foi encarregado de liderar a segunda expedição, visto que a primeira não tinha encontrado um território bom o suficiente para se tornar um "novo Éden". Em 1587, visando à liberdade religiosa e à oportunidade econômica, 118 colonos ingleses com famílias inteiras embarcaram em navios com destino à costa da Ilha de Roanoke, na Carolina do Norte. Após aportar, White deveria instalar a colônia na baía de Chesapeake, ao norte, onde teria fontes de cobre, ouro e prata nas montanhas; porém ele não fez isso — e não se sabe o motivo.
Os navios expedicionários Tiger, Grenville e Roebuck chegaram no verão daquele mesmo ano e foram bem acolhidos pelos nativos americanos. Durante a ancoragem do Tiger houve um acidente que resultou na perda de boa parte das provisões da colônia, então assim que tarefas foram designadas e todo o assentamento foi erguido, ficou claro que White precisaria voltar para trazer mais mantimentos para a sobrevivência de todos.
Antes de partir, o explorador testemunhou o nascimento da primeira criança inglesa no Novo Mundo, sua neta, Virginia Dare, e o batismo de Manteo, um líder nativo, como Lorde de Roanoke. Os eventos simbolizaram o início de uma estrutura colonial.
    CROATOAN, A MARCA PERDIDA
Em 8 de setembro de 1587, apenas 11 colonos voltaram para a Inglaterra com White no navio Roebuck. Eles chegaram quando a Guerra Anglo-Espanhola estava em seu apogeu, o que acabou atrasando o retorno de White para Roanoke, já que a rainha queria todos os navios disponíveis para o confronto.
Foi apenas em 18 de agosto de 1590, 3 anos depois, que o explorador conseguiu voltar à colônia. Para a surpresa de White, Roanoke estava desolada. Não havia sinais de que um dia tivesse existido um assentamento no local nem havia vestígio de confrontos. Os navios tinham desaparecido com os colonos, assim como os nativos e qualquer rastro de vida humana.
Aproximando-se de uma árvore, White encontrou a única pista: a palavra Croatoan entalhada na madeira. Esse nome se referia a uma ilha ao sul de Roanoke, conhecida por ser o local de origem da tribo do líder Manteo. Os exploradores tentaram chegar lá, porém intempéries teimaram em lançá-los sempre para o norte e eles acabaram voltando para a Inglaterra. 
Nenhum navio foi enviado para Croatoan e White nunca descobriu se a esposa, a filha e neta estavam vivas ou mortas.
    ROANOKE, A LENDA
Para algo que deveria ser apenas um incidente histórico, os séculos cuidaram de estabelecer um caráter lendário para o já misterioso acontecimento, além de uma "aura conspiratória". As ideias se dividem.
De um lado, com base nos estudos, historiadores acreditam que a colônia esgotou as provisões, por isso optou por tentar navegar de volta à Inglaterra e acabou se perdendo em alto-mar ou encontrou o fim nas mãos dos espanhóis em meio à guerra. Além disso, trabalham com a possibilidade de que os ingleses foram vítimas de tribos invasoras e acabaram aprisionados e assassinados. Os colonos também poderiam ter sido afetados por uma doença para a qual não tinham imunidade.
Por outro lado, a ideia sugere um envolvimento de forças ocultas. Esse viés foi impulsionado pela palavra Croatoan e o estranho fato de ter sido o único resquício da colônia. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o termo reapareceu em contextos obscuros. Na primeira vez, saiu da boca de Edgar Allan Poe, que a sussurrou antes de morrer depois de ter desaparecido. Em seguida, foi encontrada no verso do último trabalho do satirista Ambrose Bierce, que logo desapareceu, em 1913. A palavra esteve também no jornal que reportava o sumiço insólito de Amelia Earhart, em 1937.
É impossível negar que o termo tenha sido mistificado devido às circunstâncias de seu descobrimento. A maior conspiração, porém, é de que exista um cunho religioso e ancestral nele, então os ingleses teriam sucumbido aos rituais ou à prática de bruxaria. Em 1937, um turista entregou ao departamento de História da Universidade de Emory, em Atlanta, uma pedra que encontrou em um pântano enquanto viajava pela Carolina do Norte. Nela, havia os escritos: "Ananias Dare & Virginia foram para o céu 1590. Anye Shew. John White Govr Via". Do outro lado havia uma mensagem descrevendo os 2 anos de sofrimento da colônia de Roanoke devido a doenças, guerras e ritos. Foi assinada com as siglas EWD, possivelmente de Eleanor White Dare, irmã de John White.
A autenticidade do artefato só foi confirmada em 2016, quando o geologista Ed Schrader cortou uma ponta da pedra e descobriu que o interior era branco brilhante, em contraste com a superfície marrom. Esse escurecimento leva séculos para acontecer, e em 1930 não havia produtos químicos para forjar a coloração.
Ainda é necessária uma investigação geoquímica, mas, sem sombra de dúvidas, a pedra se tornou um dos artefatos mais valiosos do início do período norte-americano. Apesar da explicação de Eleanor, o mistério do que aconteceu em Roanoke apenas foi propelido para um novo frenesi.
Antes da partida de White, os índios Croatoan visitaram a ilha de Roanoke e convidaram os colonos a morarem com eles. Os colonos aceitaram a proposta e disseram a white. Então combinaram o seguinte: se eles tivessem de partir escreveriam a palavra CROATOAN em uma árvore e se por acaso, a partida fosse feita sob condições hostis e adversas, escreveriam uma cruz acima de CROATOAN (portanto, não há nada de misterioso nessa palavra, mas com certeza a venda de livros aumenta se semear o mistério). Mas vejam a seguir o que é a lenda de Croatoan.
A lenda de Croatoan começa com as tentativas de se estabelecer uma colônia em terras americanas.
Os ingleses precisavam fundar assentamentos se quisessem manter a posse sobre essas terras. Mas pense o quanto isso era difícil, se hoje tudo em matéria de informação e viagens é uma coisa rápida, nesse séculos as viagens demoravam meses. E para voltar a um determinado local poderia se levar meses, anos, e imagine se houvesse uma guerra ou piratas atrapalhando.
Os ingleses, para demarcar território, mandaram colonos para o Novo Mundo. Esse primeiroassentamento inglês era composto apenas por homens. Nada de mulheres ou crianças.  Eles ficaram lá por algum tempo, mas devido à falta de condições e depois de enfrentar vários invernos rigorosos, eles resolveram voltar para a Inglaterra, abandonando o local. O capitão Francis Drake , que estava passando pelo Novo Mundo, deu uma carona para eles em seu navio.
Mas os ingleses não desistiram. Em 26 de abril de 1587 dois barcos partiram, um com colonos e outro com suprimentos. Dessa vez, eles levaram mulheres e crianças porque eles realmente queriam estabelecer uma colônia permanente. Eles chegaram lá e reconstruíram as casas que foram deixadas pelos antigos colonos e que já estavam tomadas pelo mato.
Nesse meio tempo, no dia 18 de agosto, nasce a neta do governador, Virginia Dare , a primeira criança a nascer em solo americano. Na verdade seria a primeira criança americana de origem inglesa, e nem poderíamos dizer que seria a primeira de descendência européia porque os vikings já haviam estado no Novo Mundo.
Após alguns dias, mais precisamente no dia 27 de agosto, o governador John White voltou à Inglaterra a pedido dos colonos, pois eles queriam que eleintercedesse pela colônia, buscando ajuda e suprimentos. Mesmo relutante, talvez em abandonar a filha e neta, ele partiu.
Mas quando chegou na Grã Bretanha eles não pode mais voltar, os ingleses tinham sido atacados pela “Armada Invencível” do rei Felipe II da Espanha e a guerra impediu qualquer tentativa de voltar ao Novo Mundo.
Muitos anos depois, ele retornou em 1.590, a única coisa que ele encontrou foi a cidade vazia, totalmente tomada pelo mato, coisas espalhadas pelo chão. Ninguém. Nem corpos, nem sangue. Nada. Somente uma palavra escrita em um tronco de árvore, “Croatoan”. 
O estranho desaparecimento e a palavra Croatoan deram origem à muitas e muitas lendas. No imaginário norte-americano eles foram todos abduzidos ou levados por alguma coisa e com certeza seria uma coisa maligna. Durante os 15 em que eles permaneceram no lugar, diz no livro que eles ouviram muitas coisas estranha na cidade, vozes, gritos e até assobios no meio da floresta… e nada além disso se sabe.
DEMÔNIO ÍNDIGENA
A palavra Croatoan é ligada muitas vezes a croaton, um tipo de demônio indígena. Mas não pude ver mais detalhes porque a única coisa que encontrei na internet foi “Buffalo child (Croaton) Curse on Arrowhead” algo a ver com búfalo e ponta de flecha. Nada mais


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O SAMHAIN

 O SAMHAIN
O Samhain (pronuncia-se “sou-en”), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.
Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa “Final do Verão”.)
Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. é o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1º de novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão.

O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. é observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.

Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de “Bolos para os Mortos” especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.
Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes

Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.

As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.
Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.
Ritual do Sabbat Samhain
Em muitas tradições wiccanas, é costume o Bruxo jejuar um dia inteiro antes de realizar o Ritual do Sabbat Samhain.
Após o banho ritual com água salgada para limpar seu corpo e sua alma de todas as impurezas e energias negativas, coloque uma veste cerimonial longa e preta (a menos que prefira trabalhar sem roupa, como fazem muitos Bruxos), use um colar de bolotas feito a mão em torno do pescoço e coloque uma coroa de folhas de carvalho na cabeça.
Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Coloque 13 velas pretas e cor de laranja em torno do círculo e à medida que for acendendo cada uma diga: VELA SAMHAIN DO FOGO TÃO BRILHANTE CONSAGRE ESTE CÍRCULO DE LUZ.
No centro do círculo erga um altar voltado para o norte. No centro do altar, coloque três velas (uma branca, uma vermelha e uma preta) para representar, cada uma, uma fase da Deusa Tripla. à esquerda (oeste) das velas, coloque um cálice com sidra e um prato contendo sal marinho. à direita (leste) das velas, coloque um incensório com incenso de ervas e uma pequena tigela com água. Diante das velas (sul), coloque um sino de altar de latão, um punhal consagrado e uma maçã vermelha. Faça soar três vezes o sino do altar e diga: SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEÇÃO, INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Salpique um pouco de sal e água em cada ponto da circunferência em torno do círculo para limpar o espaço de qualquer negatividade ou influência maligna. Pegue o punhal com a mão direita e diga: OUÇAM BEM, ELEMENTOS, AR, FOGO, ÁGUA E TERRA. PELO SINO E PELA LÂMINA EU VOS CONVOCO NESTA SAGRADA NOITE DE ALEGRIA.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com a sidra e diga: EU TE OFEREÇO, OH, DEUSA, ESTE NÉCTAR DA ESTAÇÃO.
Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o incenso e as três velas do altar e diga: TRÊS VELAS EU ACENDO EM TUA HONRA, OH, DEUSA: BRANCA PARA A VIRGEM, VERMELHA PARA A MÃE, PRETA PARA A ANCIÃ. OH DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES, A TI ERGO ESTE TEMPLO SAGRADO EM PERFEITA CONFIANÇA.
Pegue o cálice com ambas as mãos e derrame algumas gotas da sidra sobre a maçã, dizendo: AO VENTRE DA DEUSA MÃE RETORNA AGORA O DEUS, ATÉ O DIA EM QUE NOVAMENTE RENASCERÁ. A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. O CICLO DAS ESTAÇÕES NÃO TERMINA NUNCA. ABENÇOADAS SEJAM AS ALMAS DAQUELES QUE VIAJARAM ALÉM PARA O MUNDO ESCURO DOS MORTOS. EU DERRAMO ESTE NéCTAR EM HONRA À SUA MEMÓRIA. QUE A DEUSA OS ABENÇOE COM LUZ, BELEZA E ALEGRIA. ABENÇOADOS SEJAM! ABENÇOADOS SEJAM!
Beba o restante da sidra e, então, coloque o cálice no seu lugar no altar. Faça soar o sino três vezes, desfaça o círculo apagando as velas de cores laranja e preta, começando do leste e movendo em direção levógira. Pegue a maçã do altar e enterre-a do lado de fora para nutrir as almas dos que morreram no último ano.
O Ritual de Samhain está agora completo e deve ser seguido de meditação, divinação em bola de cristal, recital de poesia mística inspirada na Deusa e uma prece dos Bruxos pelas almas de todos os membros da família e dos amigos que passaram para o Plano Espiritual.

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COMBUSTÃO HUMANA ESPONTÂNEA:

 COMBUSTÃO HUMANA ESPONTÂNEA:
Corpos queimados sem qualquer explicação racional. Obra de psicopatas assassinos? Não. Em muitos casos, trata-se da combustão humana espontânea, um dos mais complexos fenômenos estudados pela parapsicologia.
Uma pessoa absolutamente comum encontra-se em casa, sentada na poltrona da sala de visitas, vendo televisão ou ouvindo música. Ela está tão distraída que não percebe que a parte inferior de seu corpo está em chamas. Quando o tamanho das labaredas chega a ponto de despertar sua atenção, ela tenta entender por que não está sentindo dor. Seu cérebro procura assimilar aquilo de forma racional, mas não consegue: como é possível alguém pegar fogo sem perceber ou sentir dor? Se essa pessoa tiver sorte, o fogo irá se apagar sozinho ou com a ajuda de algum pano molhado. Caso contrário, ela vai queimar até virar cinzas.
Essa cena poderia muito bem ser parte de um filme de terror ou ficção científica, mas não é! Ela ilustra o fenômeno conhecido na parapsicologia como combustão humana espontânea (ou, em inglês, SHC: spontaneous human combustion), um dos mais difíceis de ser estudado e sobre o qual muitos cientistas preferem manter silêncio.
O parapsicólogo e escritor Georges Pasch disse que a “combustão espontânea de um corpo humano consiste de uma autoinflamação seguida pela combustão mais ou menos completa, sem causa reconhecível”. A definição pode parecer um tanto vazia, mas a verdade é que pouco ou nada se sabe sobre o acontecimento — como se inicia, como termina ou por que ocorre. Ao contrário da telepatia, clarividência e outros fenômenos paranormais, ele não pode ser reproduzido em laboratório sob um rigoroso controle por parte dos cientistas. Não apenas isso, até hoje a combustão humana não pôde ser explicada por nenhuma lei conhecida da física, química ou fisiologia.

Origem Desconhecida

Até há alguns anos, as tentativas de explicar a CHE (Combustão Humana Espontânea)  buscavam ligar o fenômeno ao fato de as vítimas beberem muito álcool, o que já foi descartado: nem todas eram alcoólatras e, segundo os cientistas, antes de um corpo humano saturar-se de álcool por ingestão a pessoa morreria de outras causas.

Na verdade, a ciência sabe que o corpo humano é um péssimo combustível e não há lei natural capaz de mudar isso. Nenhuma alteração interna pode fazer com que um mau combustível transforme-se em bom. Alguns pesquisadores chegaram a tentar explicar certos casos afirmando que a vítima era fumante e havia se queimado por descuido — uma proposta simplesmente inviável sob todos os aspectos.
Para que um ser humano queime completamente, inclusive seus ossos, é necessário que ele seja exposto a uma temperatura de 1500ºC durante algumas horas. Os casos registrados variam, mas, em alguns, sabe-se que a vítima queimou em pouco tempo, talvez em minutos, sem que houvesse qualquer fonte de calor nas proximidades. Outro fato marcante é que os objetos próximos ao corpo são muito pouco afetados e, em alguns casos, não sofrem absolutamente nada — a pessoa fica reduzida a cinzas, inteira ou parcialmente, enquanto suas roupas e a cadeira em que ela se encontrava permanecem intactas. Uma possível explicação para isso é que a temperatura do fogo durante o fenômeno é muito baixa, incapaz de afetar qualquer objeto que não seja  o corpo.

Experiências:

Na década de 60 surgiu uma hipótese conhecida como Efeito Vela ou Efeito Pavio para explicar a combustão humana espontânea. Segundo ela, as roupas da vítima poderiam funcionar como um invólucro, semelhante ao que acontece com as velas. Desta maneira, durante a incineração a gordura da pessoa se derreteria, sendo retida pela roupa e fornecendo material para que o fenômeno se mantivesse por várias horas.
O dr. Dougal Drysdale, da Universidade de Edinburgo, diz que o Efeito Vela é uma boa explicação, mas que ele anularia a palavra espontânea, uma vez que a combustão seria provocada por fator externo. Para tentar comprovar essa teoria, o dr. John D. DeHaan, do Instituto Criminalista da Califórnia, EUA, resolveu realizar uma experiência utilizando a carcaça de um porco que, segundo ele, assemelha-se bastante ao ser humano em quantidade de gordura. A carcaça foi envolvida em um cobertor e, sobre ele, derramou-se gasolina para iniciar o fogo.
O resultado obtido foi o esperado: o animal queimou durante horas, produzindo chamas pequenas, mas com temperaturas que chegaram a 800 graus Celsius. Após 5 horas, os ossos estavam reduzidos a pó. Os estragos do fogo no aposento foram mínimos, como ocorre na combustão humana espontânea.
Ainda assim, segundo cientistas, a experiência não conseguiu fornecer respostas para as perguntas mais complexas, como por exemplo, a quantidade de fumaça produzida no aposento foi imensa, o que chamaria a atenção de qualquer pessoa que estivesse nas proximidades, sem falar no odor resultante da queima. Da mesma forma, seria obrigatório que em todos os casos de CHE as vítimas estivessem totalmente incapacitadas antes que seus corpos começassem a arder — uma pessoa em chamas se debateria muito, e não houve sinais disso em qualquer dos acontecimentos registrados até hoje.
Um dos aspectos mais intrigantes continua sendo o tempo de duração do fenômeno. Em vários casos, a combustão total do corpo parece ter ocorrido em questão de minutos, não em cinco horas. O próprio dr. DeHaan afirrmou que, se esse tempo for confirmado, ele não terá como sequer teorizar a respeito.

Sobreviventes:

A estranha combustão espontânea de corpos humanos até poderia ser atribuída a fatores externos, como um cigarro ou fósforo derrubados na roupa, não fossem os casos em que as vítimas sobreviveram ou aqueles presenciados por testemunhas. Estes são muito raros e pouco documentados, mas existem relatos de pessoas que viram outras repentinamente explodindo em chamas sem que houvesse qualquer fonte de ignição nas proximidades.
As vítimas que não tiveram seus corpos totalmente destruídos são testemunhas vivas do fato. Georges Pasch cita algumas que tiveram membros queimados por um fogo de chama azulada, que surgiu sem qualquer explicação e foi difícil de ser apagado. Num desses casos, um homem estava voltando para casa quando percebeu uma pequena chama na perna. Ele conseguiu apagá-la, mas a perna ficou marcada por muito tempo, enquanto que a calça não foi nem chamuscada.
A dificuldade em apagar o fogo é uma característica nos casos de chamas localizadas, como o caso de um jovem que teve as mãos cobertas por chamas azuis e que os vizinhos tentaram apagar colocando-as na água. Enquanto estavam submersas, o fogo sumia, mas tão logo eram retiradas, as chamas voltavam ao mesmo tempo em que um líquido semelhante a óleo escorria das mãos. Já foram registrados casos em que as chamas aumentaram de intensidade quando molhadas, ou passaram para a pessoa que tentava apagá-las.
Uma característica igualmente estranha do fenômeno é que, em alguns casos, a vítima sequer percebe o que está acontecendo. Testemunhas já viram gente com parte do corpo ardendo enquanto continuavam a executar suas tarefas calmamente. Esse ponto é ressaltado por alguns pesquisadores como um possível complemento aos casos em que a combustão causa a morte sem que a vítima tenha gritado e chamado a atenção de outros para o que estava acontecendo. Ou elas não sentiram dor, ou o fenômeno ocorreu de forma tão rápida que não houve tempo de reação.

Condições Astronômicas
Uma das tentativas de explicar a CHE (Combustão Humana Espontânea)busca uma relação com a atividade magnética do Sol. Alguns pesquisadores dizem que os períodos de pico da atividade magnética solar coincidem com a maioria dos casos de combustão, o que fez muitos cientistas considerarem a possibilidade do fenômeno estar ligado às estruturas magnéticas do corpo humano, algo muito pouco conhecido.
A noção tem seus adeptos, segundo os quais a força do campo magnético terrestre aumenta ou diminui de acordo com a atividade do Sol. Assim, o fenômeno seria resultado de uma enorme cadeia de fatos ligados às condições astronômicas e à possível localização da vítima que, num determinado momento, estaria em um ponto de intensa atividade magnética.

Os parapsicólogos dizem que as considerações de natureza física, química ou fisiológica não podem explicar a combustão. Alguns estudiosos do assunto chegaram a sugerir que as vítimas poderiam ser pessoas que haviam desistido de viver e, com isso, estariam realizando um ‘suicídio psíquico’, liberando de uma só vez e de forma violenta suas reservas de energia física e psíquica. Essa explicação, contudo, em nada esclarece a forma pela qual o fenômeno acontece.

Parapsicólogos modernos, como Georges Pasch, levantam a possibilidade de que, assim como existe o corpo físico, o corpo vegetativo, a mente consciente e o inconsciente, o ser humano também possui um corpo astral — que seria o responsável pela maior parte dos fenômenos paranormais, inclusive a combustão espontânea. Não é exatamente uma teoria nova, mas ela vem sendo cada vez mais citada como uma possibilidade de explicação para vários fenômenos que deixam os cientistas boquiabertos e incapazes de qualquer ação. Contudo, o modo como o fenômeno ocorre continua sendo uma pergunta em busca urgente de uma resposta.
Espera-se que alguém consiga desvendar o mistério no prazo mais curto possível, pois a autocombustão de corpos representa um dos mais complexos e aterrorizantes acontecimentos paranormais da história humana.

Fenômeno Antigo

Alguns citam exemplos de combustão humana espontânea na Bíblia, mas os parapsicólogos costumam rejeitar isso devido à impossibilidade de comprovação científica. Historicamente, a primeira tentativa de registrar a CHE de maneira séria foi em 1763, com o livro De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, escrito pelo francês Jonas Dupont. A obra traz uma série de casos e observações sobre o fenômeno. Ao que tudo indica, a inspiração para esse trabalho veio de um caso ocorrido em 1725, quando Nicole Millet foi encontrada morta e seu marido acusado do crime. No julgamento, um médico convenceu a corte de que o corpo havia se autoincendiado, e o veredicto acabou sendo morte por intervenção divina.

No século XIX, dois livros também tocaram no assunto, ainda que de forma fictícia. Um deles foi Jacob Faithful, escrito por Captain Marryat, em 1832,  contendo detalhes de um caso de combustão humana descrito pelo jornal londrino Times. O outro, mais conhecido, foi Bleak House, de Charles Dickens, em 1852. Surgiram algumas críticas acusando Dickens de divulgar superstições, mas o escritor respondeu aos ataques citando suas fontes de pesquisa sobre combustão humana espontânea — especialmente o caso da Condessa Cornelia de Bandi, de Cesena, Itália, ocorrido em 1731 — e o de Nicole Millet.
Os casos de CHE, ainda que possam ter ocorrido com alguma freqüência desde essa época, só foram ganhar notoriedade e realmente chamar a atenção dos pesquisadores em 1951, com a combustão de Mary Reeser, de St. Petersburg, Flórida, tido como o acontecimento clássico do gênero e citado em quase todos os estudos científico

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LA LLORONA /A CHORONA

 La Llorona /A Chorona
Uma lenda de terror e tragédia familiar tem origem no início do século 16, no México. Em noites de lua cheia, vizinhanças inteiras teriam o sono perturbado pelo choro insistente de uma mulher desesperada. Ela estaria à busca de seus dois filhos. Mas encontrá-los seria impossível: ela própria haveria matado as crianças.
Segundo a lenda, essa chorona, como ficaria conhecida, se chamava Maria. Apaixonada por um homem que sua família desaprovava, ela decidiu fugir com o amante, e teve dois filhos com ele. Até que, certo dia, Maria descobriu que estava sendo traída pelo marido com outra mulher.
Arrasada e cega de raiva, a mulher pegou seus filhos — símbolos daquele matrimônio desastroso – e os afogou num rio . Dois dias depois, quando o ataque de fúria passou, Maria voltou ao rio para encontrar os filhos. Encontrou os dois na margem oposta  do rio mortos  pelo afogamento que ela mesmo havia cometido
Assim, com a dor insuportável da culpa e do arrependimento, a filicida morreu de depressão. Mas sua agonia não teria acabado com a morte. Desde então, seu fantasma vagaria flutuando pelas cidades, com um vestido branco e um véu que cobre seu rosto pálido. O espectro levanta as mãos para o céu e chora.

Poderia ser só uma lenda triste se a história não fosse ganhando detalhes assombrosos. Maria não apenas flutuaria aos prantos. Ela também roubaria crianças para substituir as suas.
Essa lenda é a mais clássica do México, e teve tanto sucesso que vários países fizeram adaptações para as suas culturas — como o Brasil, com as histórias da bela da noite. Até dentro do próprio México há versões mais ou menos diferentes da lenda original.
Um dos relatos mexicanos alternativos fala de uma índia que teria se tornado amante de Hernán Cortés, o conquistador espanhol que destruiu o Império Asteca. Ela teria se arrependido de apoiar os colonizadores, e daí a choradeira. Outra versão diz que teria se afogado junto com os filhos.
La Llorona é a mais famosa lenda mexicana. É tão marcante para os naturais deste país que, mesmo descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona nas margens dos rios.
Existem, como no Brasil, várias versões da mesma lenda, porém a mais difundida é a que remonta ao século XVI, quando os moradores da Cidade do México se refugiavam em suas moradias durante a noite. Isto se dava, especialmente, com os moradores da antiga Tenochtitlan, que trancavam suas portas e janelas, e todas as noites eram acordados pelos prantos de uma mulher que andava sob o luar, chorando (daí o nome, que significa "A Chorona"). Este fato teria se repetido durante muito tempo.
Aqueles que procuraram averiguar a causa do pranto, durante as noites de lua cheia, disseram que a claridade lhes permitia ver apenas uma espessa neblina rente ao solo e aquilo que parecia-se com uma mulher, vestida de branco com um véu a cobrir o rosto, percorrendo a cidade em todas as direções - sempre se detendo na Plaza Mayor, onde ajoelhava-se voltada para o oriente e, em seguida, levantava-se para continuar sua ronda. Ao chegar às margens do lago Texcoco, desaparecia. Poucos homens se arriscaram a aproximar-se do espectro fantasmagórico - aqueles que o fizeram sofreram com espantosas revelações, ou morreram.
Em 1933 este mito, na versão que narra a história de la Malinche (indígena que serviu de intérprete e foi amante de Fernando Cortez), foi levado às telas, num filme mexicano intitulado La Llorona, estrelado por Virginia Zurí.
Em 2019 foi lançado um filme de terror sobrenatural intitulado The Curse of La Llorona, dirigido por Michael Chaves e escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis, sendo o sexto filme do universo The Conjuring.
 EM OUTRAS VARIANTES DESTA LENDA, DIZ-SE QUE:
A versão original da lenda é de origem mexicali, e narra que esta misteriosa mulher era a deusa Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-colombiana e quando da conquista do México, gritava: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.
Uma versão diz que A Chorona era a alma de la Malinche, penando por trair os mexicanos durante a Conquista do México.
Outra relata a tragédia de uma mulher rica e gananciosa que, enviuvando-se, perdeu a riqueza e, não suportando a miséria, afogou seus filhos e matou-se, mas retornou para penar por seus crimes.
Seria, por outra, uma jovem apaixonada que morrera um dia antes de casar-se, e trazia para seu noivo um buquê de rosas, que nunca chegou entregar.
Uma variante relata que seria uma esposa morta na ausência do marido, a quem voltaria para dar um beijo de despedida.
Diz, ainda outra versão, que esta mulher fora assassinada pelo marido e aparecia para lamentar sua morte e protestar sua inocência.
Outra variante diz, que ela foi uma princesa inca que tinha se apaixonado por um soldado espanhol. Eles viveram um grande romance e tiveram um filho. Para ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A princesa então afogara a criança, e o arrependimento pelo seu crime a fizera morrer.
Já outra versão, baseada da versão venezuelana, diz que esse seria um espírito de uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar consciência do que fez, ela teria se matado. E agora, ela vaga pelas estradas punindo com a morte os homens infiéis.
Diz a lenda que há muitos anos ela veio para Xochimilco com seus dois filhos. Ollin e Tonatiuh. Era mãe solteira, trabalhava duro vendendo as flores que ela cultivava em sua chinampa. Graças a sua generosidade e camaradagem ela ganhou a simpatia de todo o povoado e sua chinampa logo começou a dar frutos. Até que em uma má noite tudo mudou. Por um descuido, a casa de Yoltzin pegou fogo quando ela voltava de um dia de trabalho. Desesperada, Yoltzin tentou apagar o fogo mas ela não reparou que a balsa onde estavam seus filhos ficou à deriva. Quando notou a sua ausência já era tarde demais. Eles sumiram sem deixar rastros. Yoltzin e todo o povoado os procuraram durante vários dias. No fim alguém achou as crianças do lado do canal. Yoltzin enlouqueceu de dor. Ela não conseguiu aceitar a morte de seus filhos. Com o coração destroçado e cheio de dor, Yoltzin não conseguiu resistir e foi se apagando lentamente entre choros e lamentos. Durante muitos anos o povoado estava triste e sofrendo. Mas quando a história de Yoltzin estava ficando esquecida começaram a se ouvir lamentos no meio da noite. Dizem que La Llorona é a bela Yoltzin que vagueia pela vila à procura de seus filhos. Ela busca vingança pegando crianças que não são suas. Nunca encontrará a paz que tanto anseia a menos que encontre seus filhos há muito perdidos

LA LLORONA: UMA INTRODUÇÃO À MULHER QUE CHORA
Detalhe de “Estatua de piedra representando a la Llorona con base de piedras pequeñas para adornar y con una falda de cuerda de hilo de coco, en la zona de Chinampas, Xochimilco, Ciudad de México. [ Estátua de pedra representando La Llorona com base de seixo decorativo e saia de corda de fibra de coco, na área de Chinampas, Xochimilco, Cidade do México
Na América Latina, nas comunidades de língua espanhola nos Estados Unidos e especialmente no México, nenhuma história de fantasmas é contada com tanta frequência, discutida com tanto entusiasmo ou interpretada de forma tão ampla quanto a lenda de La Llorona. “La Llorona” significa literalmente “a mulher que chora”, então não é de surpreender que a principal característica compartilhada por todas as histórias de “La Llorona” seja que ela chora. Além desse traço definidor, o espectro conhecido como “La Llorona” varia muito: muitas histórias são contadas sobre sua aparência e o que ela faz, e ainda mais são contadas sobre como ela se tornou um espírito tão triste.
Uma gama diversificada de histórias de La Llorona pode ser encontrada em notícias e na Internet. Você também pode encontrar muitos coletados no livro The Weeping Woman: Encounters with La Llorona , de Edward Garcia Kraul e Judith Beatty. Analisando essas histórias, você encontrará muitas variações: às vezes, La Llorona o vê de longe e o persegue, aterrorizando-o enquanto foge para casa. Às vezes ela aparece montando um cavalo. Às vezes ela aparece em sua carroça puxada por cavalos ou em seu carro, alertando-o contra o mau comportamento, antes de desaparecer, assim como aquele outro espírito famoso, o caroneiro desaparecido. Em algumas histórias, um encontro com ela é fatal.
La Llorona é frequentemente associada a crianças. Em algumas histórias, diz-se que ela chora por seus próprios filhos perdidos ou mortos; em muitas dessas histórias, ela matou seus próprios filhos quando estava viva e está condenada por suas ações a ser um fantasma errante. Em outras histórias, ela aparece principalmente para mulheres que têm filhos, enquanto em outras ainda ela sequestra crianças, que nunca mais são vistas.
Bess Lomax Hawes e seu irmão, Alan Lomax, Nova York, 1975. Bess escreveu um artigo clássico sobre La Llorona e Alan acabou com um rascunho inicial. Ambas as versões estão no arquivo AFC. Esta foto, da Coleção Alan Lomax no American Folklife Center, Biblioteca do Congresso, é usada como cortesia da Association for Cultural Equity. Fotógrafo: Ralph Rinzler
La Llorona normalmente aparece como um espírito malévolo, seja um prenúncio ou uma causa direta de infortúnio para os vivos. Às vezes, ela assume a forma de uma “sereia perigosa”, tentando um homem solitário tarde da noite, confrontando-o como uma figura lamentável e triste escondida sob um rebozo. Quando oferecida ajuda, ela vira para o cavalheiro solícito o rosto de um esqueleto ou uma cabeça de cavalo metálico selvagem ou nenhum rosto. Às vezes, ela é observada simplesmente vagando à distância, ou mais tipicamente, ela é ouvida chorando e gritando durante a noite. Um encontro casual com ela é perigoso.

Hawes também forneceu transcrições verbais de crianças em detenção juvenil. Aqui está um exemplo típico:
La Llorona tem cabelo comprido e anda chorando. Ouvi dos conselheiros do Juvie que ela tinha dois filhos que ela afogou porque eram maus. Ela os afogou em Tijuana. Ela ataca crianças más no Juvie. Eles dizem que é verdade.

Outro adiciona detalhes mais horríveis:
É uma mulher que  matou seus dois filhos de 13 a 17 anos. Ela não os queria porque algo havia acontecido com seu marido, e eles a lembravam dele, então ela os afogou. Seus ossos estão enterrados em suas costas. Ela não sabe que eles estão mortos. Ela usa uma longa capa preta com capuz pontiagudo e percorre instituições e lares adotivos em busca de seus filhos. Se ela vê uma garota que se parece com uma de suas filhas, ela tenta cortar essa característica. Ela aparece três dias depois de chover.
Histórias como as da coleção de Hawes não são narrativas completas, mas mais como descrições detalhando o que La Llorona geralmente faz e como ela se parece, com breves passagens narrativas sobre sua origem. Vale a pena incluir mais um texto desse tipo, pois contém muitas descrições das atividades do fantasma, tem sido muito influente e está disponível online na Biblioteca do Congresso. Foi publicado por Thomas Allibone Janvier em 1906 na Harper's Magazine , e foi reimpresso em muitos jornais, incluindo o Washington, DC Evening Star em 29 de novembro de 1906

Detalhe de “Árvore esculpida em Arteaga, Coahuila, com imagem de La Llorona (Senhora que Chora)”. Foto de Gabriel Perez Salazar.

Como é do conhecimento geral, senhor, muitas coisas más se encontram à noite nas ruas da cidade; mas esta Mulher que Chora, La Llorona, é a pior de todas. Ela é muito pior do que a vaca de lumbre – que à meia-noite sai do potrero de San Pablo e vai galopando pelas ruas como um redemoinho de fogo, exalando de suas narinas fumaça e faíscas e chamas: porque a Vaca Ardente, Senhor , embora seja um animal perigoso de se olhar, realmente não causa nenhum dano - e La Llorona é tão prejudicial quanto ela pode ser!
Ao vê-la caminhando calmamente pela rua sossegada – nas horas em que não está correndo, e gritando pelos filhos perdidos – ela parece uma pessoa respeitável, só estranha por causa de sua anágua branca e do reboco branco com que cobre a cabeça, e qualquer um pode falar com ela. Mas quem fala com ela, nesse mesmo momento morre!
O começo dela foi há tanto tempo que ninguém sabe quando foi o começo dela; nem ninguém sabe nada sobre ela. Mas sabe-se certamente que no começo dela, quando ela era uma mulher viva, ela cometeu pecados graves. Assim que uma criança nascesse, ela a jogaria em um dos canais que cercam a cidade, e assim a afogaria; e ela teve muitos filhos, e esta prática em relação a eles ela continuou por muito tempo. Por fim, sua consciência começou a questioná-la sobre o que ela fez com seus filhos; mas se foi o padre que falou com ela, ou se algum dos santos a advertiu sobre o assunto, ninguém sabe. Mas é certo que por causa de seus pecados ela começou a andar pelas ruas na escuridão chorando e se lamentando. E logo foi dito que desde a noite até a manhã havia uma mulher chorando nas ruas; e para vê-la, com medo dela, muitas pessoas saíram à meia-noite; mas ninguém a viu, porque ela só podia ser vista quando a rua estava deserta e ela estava sozinha.
Às vezes ela chegava a um vigia adormecido e o acordava perguntando: “Que horas são?” E ele via uma mulher vestida de branco parada ao lado dele com o reboso puxado sobre o rosto. E ele respondia: “São doze horas da noite.” E ela dizia: “Às doze horas deste dia devo estar em Guadalajara!” – ou pode ser em San Luis Potosí, ou em alguma outra cidade distante – e, assim falando, gritava amargamente: “Onde devo encontrar meus filhos?” – e desapareceria instantaneamente e totalmente. E o vigia sentiria como se todos os seus sentidos o tivessem perdido e se tornasse como um homem morto. Isso aconteceu muitas vezes com muitos vigias, que relataram isso a seus oficiais; mas seus oficiais não acreditaram no que eles contaram. Mas aconteceu, em uma noite, que um oficial de guarda estava passando pela solitária rua ao lado da igreja de Santa Anita. E lá ele encontrou uma mulher vestindo um reboso branco e uma anágua branca; e com ela ele começou a fazer amor. Ele a incitou, dizendo: “Tire seu reboso para que eu possa ver seu lindo rosto!” E de repente ela descobriu o rosto - e o que ele viu foi um crânio nu e sorridente preso aos ossos nus de um esqueleto! E enquanto ele olhava para ela, horrorizado, saiu de suas mandíbulas sem carne um hálito gelado; e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. E lá ele encontrou uma mulher vestindo um reboso branco e uma anágua branca; e com ela ele começou a fazer amor. Ele a incitou, dizendo: “Tire seu reboso para que eu possa ver seu lindo rosto!” E de repente ela descobriu o rosto - e o que ele viu foi um crânio nu e sorridente preso aos ossos nus de um esqueleto! E enquanto ele olhava para ela, horrorizado, saiu de suas mandíbulas sem carne um hálito gelado; e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. E lá ele encontrou uma mulher vestindo um reboso branco e uma anágua branca; e com ela ele começou a fazer amor. Ele a incitou, dizendo: “Tire seu reboso para que eu possa ver seu lindo rosto!” E de repente ela descobriu o rosto - e o que ele viu foi um crânio nu e sorridente preso aos ossos nus de um esqueleto! E enquanto ele olhava para ela, horrorizado, saiu de suas mandíbulas sem carne um hálito gelado; e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. “Jogue fora seu reboso para que eu possa ver seu rosto bonito!” E de repente ela descobriu o rosto - e o que ele viu foi um crânio nu e sorridente preso aos ossos nus de um esqueleto! E enquanto ele olhava para ela, horrorizado, saiu de suas mandíbulas sem carne um hálito gelado; e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. “Jogue fora seu reboso para que eu possa ver seu rosto bonito!” E de repente ela descobriu o rosto - e o que ele viu foi um crânio nu e sorridente preso aos ossos nus de um esqueleto! E enquanto ele olhava para ela, horrorizado, saiu de suas mandíbulas sem carne um hálito gelado; e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu. e a frieza disso gelou o próprio sangue do coração nele, e ele caiu no chão pesadamente em um desmaio mortal. Quando seus sentidos voltaram a ele, ele ficou muito perturbado. Com medo, ele voltou para a Diputação e contou o que havia acontecido com ele. E em pouco tempo sua vida o abandonou e ele morreu.
O que há de mais maravilhoso nesta Lamentadora, Señor, é que ela é vista no mesmo momento por diferentes pessoas em lugares muito distantes: uma a vê correndo pelo átrio da Catedral; outro junto aos Arcos de San Cosme; e ainda outro perto do Salto del Agua, perto da prisão de Belém. Mais do que isso, em uma única noite ela será vista em Monterey e em Oaxaca e em Acapulco – toda a largura e extensão da terra – e quem falar com ela nessas cidades distantes, como aqui no México, imediatamente morre de susto. . Além disso, ela é vista às vezes no país. Certa vez, alguns viajantes que vinham por uma estrada deserta encontraram-se com ela e perguntaram: “Aonde você vai nesta estrada deserta?” E como resposta ela gritou: “Onde encontrarei meus filhos?” e, gritando, desapareceu. E um dos viajantes enlouqueceu. Tendo vindo aqui para a cidade, eles contaram o que viram; e foram informados de que esta mesma Mulher que Chora havia enlouquecido ou matado muitas pessoas aqui também.
Como a Mulher que Chora é tão conhecida, senhor, e tão temida, poucas pessoas agora a detêm quando se encontram com ela para falar com ela - portanto, poucos morrem dela agora, e isso é uma sorte. Mas seus lamentos altos e agudos e o som de seus pés correndo são ouvidos com frequência; e especialmente em noites de tempestade. Eu mesmo, senhor, ouvi o correr de seus pés e seus lamentos; mas nunca a vi. Deus me livre de que eu o faça!


Em 1910, a Harper Brothers reimprimiu a série de Janvier como o livro Legends of the City of Mexico , onde incluiu notas e referências . A partir deles, sabemos que a história acima foi relatada a ele por um amigo, Gilberto Cano, natural e morador da Cidade do México, que era antiquário amador e compartilhava dos interesses de Janvier pela história e folclore mexicanos.
Além de histórias como essas, que combinam uma descrição do que La Llorona normalmente faz com dicas sobre suas possíveis origens, histórias mais longas e detalhadas sobre a vida, morte e retorno de La Llorona como fantasma também são comuns. Essas histórias circulam na tradição oral e também são frequentemente incluídas em livros infantis e romances curtos, incluindo o romance de Rudolfo A. Anaya, The Legend of La Llorona , o livro infantil de Joe Hayes La Llorona: The Weeping Woman e o livro infantil de Anaya La Llorona: The Mulher Chorando .


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